domingo, 29 de abril de 2018

Viva

Antes de você partir, viva! Vivemos como se a morte não fosse chegar, como se não houvesse final, e acabamos morrendo em vida. Para a vida. Às vezes lutamos e nos desgastamos demais para um futuro incerto, ou desistimos por não acreditar no amanhã.Temos tanta pressa com tudo, que acabamos por não viver nada. É duro acreditar, mas a morte chegará para nós também. Mas você sabe como? Quando? Mesmo que esteja doente é difícil de prever.  O que sabemos é que ela, a tão temida morte, não tem data certa para chegar, mas nos cerca por toda a vida, o que é bom, porque nos faz pensar o quanto vale tanto sacrifício, quanto vale adiar os momentos bons e os sonhos para o amanhã. Não espere seu coração parar para querer sentir as melhores coisas da vida.Tenha mais medo da morte do que de viver. Promova em vida, ou nesta vida seu aperfeiçoamento pessoal, inove seu interior enquanto ele ainda está quente. Você pode sonhar e construir alicerces para conquistar, mas lembre-se que o caminho é o mais importante do que o final. É durante o caminhar que seu corpo se move, respira e seu coração bate. Torne sua vida significativa vivendo o hoje. Sinta o gosto do café , do vinho, do pão. Ouça a voz e o bater do coração de quem você ama hoje, toque na pele das pessoas, sentindo a temperatura quente, antes que seja tarde, ou esteja frio. Não deixe que a raiva, o rancor, o ódio tomem para eles a sua vida. Não desperdice um minuto do seu precioso tempo dando valor à quem não te merece, pessoas com más intenções corroem sua alma, saia de perto de quem não te faz bem. Faça cada minuto a partir de agora, valer a pena. Feche seus olhos em vida para sentir o amor, o perfume e o gosto de cada coisa, mas nunca para desistir. Se optar por viver, ainda dá tempo de curar, remendar sua alma, ou a de quem você até agora só fez sofrer. Esteja de olhos abertos para encontrar com o olhar de quem ama, e antes de partir, viva!


sábado, 28 de abril de 2018

Como pode chamar isso de amor

Como você chama de amor algo pesado e que tira a sua paz? Se você, no final do dia, tenta conter o choro. O amor é leve, o amor é bonito. Esse amor que a culpa e faz você se achar problema está mais para apego do que para amor. Como você chama isso de amor, se sofre, se tenta acreditar que as coisas vão melhorar, mas, na primeira oportunidade, vê-se com feridas novamente. Não estamos livres de nos magoar quando amamos, mas temos a oportunidade de não cometer o mesmo erro duas vezes, temos a chance de ser a melhor versão de nós mesmos para o outro. Você chama isso de amor? O choro engasgado, os disfarces em público para parecer bem. Você acha mesmo que isso é amor? Quem não demonstra se importar com as suas dores e sempre despeja palavras que ferem? Não, isso pode ser tudo, menos amor. O amor não segue teorias e lógicas, nem tem como defini-lo. Mas, de uma coisa eu sei: o amor acrescenta e faz tudo ficar melhor. Não é fardo, muito menos tempestade. O amor é abrigo.Você mais chora do que ri, ouve mais desculpas e promessas do que eu te amo. Eu sei que você está tentando acreditar que é uma fase e que vai dar certo. Também sei que cansou de acreditar, muitas vezes, mas que, de alguma forma, não consegue se desligar disso. A minha pergunta ainda é: desde quando sofrer é sinônimo de amar? Como diz uma música, sinônimo de amor é amar. É reciprocidade. Não more sozinho numa história de amor, não confunda apego com sentimentos nobres e não permita que o outro a machuque com a indiferença ou que use da sua bondade para lhe ferir. Desapegue de quem não lhe quer bem, de quem não se importa com o que você sente. Desapegue desse apego que é tudo, menos amor..


Seja você mesmo

Hoje em dia eu não procuro mais pelo melhor nas pessoas, eu procuro por tudo que é real, porque a bondade às vezes vem disfarçada de falsidade, mas o que é real, vem despido e imperfeito. A realidade é nua e crua e não tem vergonha de suas feridas e cicatrizes. Pessoas de verdade são honestas, doa a quem doer, uma pessoa boa, não precisa falar que ela é boa, atitudes demonstram o que as palavras insinuam.
Eu me afasto sem aviso prévio, de tudo e todos que promovam sentimentos negativos, em mim e nas pessoas a minha volta. A verdade é que, ninguém é perfeito, mas existem aqueles que tornam a imperfeição na coisa mais bonita que você já viu. Porque eles não têm medo ou vergonha de expressar quem são por dentro e por fora. Cuidado com aqueles que criticam demais, que estão sempre dispostos a fazer você se questionar se é bom o suficiente. Cuidado com os frustrados e amargurados, eles vão tentar te convencer que não vale a pena lutar para ser feliz. Inveja? Não, eu não acredito em inveja, eu acredito em acomodados, que escolhem ficar estagnados, e se incomodam com quem vai à luta e faz acontecer, então sem essa de achar que todo mundo tem inveja de você. Não se sinta tão especial, não se coloque em um patamar acima dos outros, aqui nesse mundo, somos todos iguais. Não importa se você acorda em uma cobertura de frente para o mar, que vale milhões, ou se você acorda em uma casinha simples no meio do nada, todos acordam sob o mesmo céu, e vão dormir sob a mesma lua, respiramos o mesmo oxigênio e bebemos da mesma água. O que nos diferencia uns dos outros, é o quanto estamos dispostos a lutar, a evoluir, a ser e fazer melhor. A chegada e partida deste mundo, é a mesma para todos sem exceção. Então seja real, seja verdadeiro com você mesmo acima de tudo. E que a sua bondade se manifeste em palavras, ações, olhares, sorrisos e em todo o amor que você é capaz de dar e receber. Seja verdadeiramente uma pessoa do bem, não para que ninguém saiba ou veja, mas para que você experimente a sensação de viver ao invés de somente existir.


Se coloque no lugar dos outros

Olhar de longe os acontecimentos, como mero espectador, não dá a ninguém autoridade suficiente para julgar o que vê. Frequentemente, as pessoas são julgadas pelas atitudes que tomam, sofrendo olhares de censura e comentários reprovadores de quem não conhece o que se passou de fato até que se chegasse àquela tomada de decisão. Um dos maiores favores que faremos aos outros será o de conhecer antes de julgar. Quem rompe um relacionamento, quem larga o emprego, quem ama como quiser, quem fala o que pensa, são inúmeros os exemplos de comportamentos que acabam sendo alvo da maldade alheia, alvo do veneno de quem não consegue enxergar a si próprio e foge disso denegrindo o outro. Como podem emitir juízos de valor baseados somente no conhecimento superficial, sem ter vivido de perto nenhuma das histórias que não são suas? Cada pessoa sente o mundo, os acontecimentos, a vida, de um jeito próprio, ajeitando aquilo tudo conforme o que possui dentro de si, de acordo com o que vem se tornando enquanto a vida lhe envia as bagagens. Ninguém sente igual, nem dor nem prazer, o que nos impede de querer que o outro aja como achamos que deveria ou como nós mesmos agiríamos. E quem disse que o que pensamos é o mais correto? É muita presunção mesmo. Da mesma forma, bem como tanto se alerta, é preciso exercitar a empatia, colocando-se no lugar do outro, entendendo-o antes de criticá-lo. E é preciso coragem para se colocar nas dores alheias, porque isso dói, isso traz consciência de que, muitas vezes, estamos sendo injustos com quem apenas necessita de apoio. Atitudes extremas quase nunca são tomadas por quem está bem e tranquilo, mas sim por pessoas enredadas em meio à dor e ao desespero. Ignore quem ataca sem entender, quem julga sem conhecer, quem fofoca sem saber, porque a maioria das pessoas só está preocupada com o que acham serem erros alheios que poderiam ser evitados, embora elas próprias errem e tentem se esconder, apontando o dedo para fora de si. Afinal, ninguém conseguirá ser tão implacável quanto a nossa própria consciência.

Aceite as pessoas como elas são

É preciso tolerar e aceitar as pessoas como elas são, porém, conservando-nos o direito de nos afastar cordialmente de quem não nos agrada. A intolerância é a mãe do preconceito, da exclusão, do racismo, de tudo, enfim, que segrega, separa e agride o que não se aceita, o que não se acha normal, o que incomoda sem nem haver razão. Podemos entender que o outro tem a própria maneira de pensar, que sua história de vida é peculiar e suas bagagens podem ser totalmente diferentes das nossas. Podemos compreender que as verdades alheias, por mais que nos soem ilógicas e absurdas, são do outro tão somente e não necessariamente nossas. Desde que não nos firam, as escolhas do outro não nos dizem respeito. Desde que o outro esteja feliz, sem pisar ninguém, não temos como tentar intervir em estilos de vida que não são nossos. Devemos saber discordar sem ofender, sem tentar impor o que pensamos como verdade absoluta  isso é arrogância burra. Necessitamos ouvir o que o outro tem a dizer, por mais que não enxerguemos ali razão alguma, mesmo que o que disserem ou fizerem seja exatamente o contrário de tudo o que temos como certo. Desde que não nos ofendam, nem ultrapassem os limites de nossa dignidade pessoal, os outros terão o direito de viver o que bem quiserem. No entanto, sempre poderemos escolher quem ficará ao nosso lado nos momentos mais preciosos de nossa jornada, enquanto construímos nossa história de vida, de luta e de amor. Da mesma forma, conseguiremos nos desviar de quem nos desagrada, afastando-nos das pessoas que nada nos acrescentam, sem precisar criticá-las ou brigar com elas. Sim, podemos  e devemos  aceitar as pessoas como elas são, pois isso é o mínimo que se requer, em se tratando de sociedade, porém, não seremos obrigados a conviver além do necessário, além do suportável, além do adequado, com gente que enche a paciência e nos irrita. Isso seria masoquismo.


quinta-feira, 26 de abril de 2018

Não insista

Não insista em pessoas (amizades ou amores) que não fazem esforço nenhum para estar perto, para ouvir, para ligar e perguntar como você está, com um real interesse em sua vida. Levante-se, pegue sua dignidade e vá embora! Sem reclamar, sem questionar o que é inquestionável, apenas vá embora e siga o seu caminho. Um dia você perceberá que as pessoas que acreditou que sempre estariam ao seu lado “não têm tempo”. Elas estarão ocupadas demais com a própria vida, as próprias escolhas e festas e histórias e trabalho, mas não terão tempo para você. Na verdade, não é nada disso, porque todo mundo precisa de um amigo, todo mundo precisa de um amor. A diferença é que não é mais você, nem o amigo que importa ou o amor que ela (essa pessoa) quer. Vou dizer uma coisa que você detesta, mas sabe que é verdade: as pessoas têm, sim, tempo, é claro, mas escolhem gastar com outras pessoas. ‌isso é tão normal. Não deveria ser, mas é. E tudo bem. Não se culpe, não culpe o outro por não lhe dar mais a mesma atenção e cuidado que você ainda tem por ele. Mas lembre-se de que essa é a deixa: levante-se, pegue sua dignidade e vá embora. Vá embora! Sem reclamar, sem questionar o que é inquestionável, apenas vá embora e siga o seu caminho. Não insista em pessoas (amizades ou amores) que não fazem esforço nenhum para estar perto, para ouvir, para ligar e perguntar como você está, com um real interesse em sua vida. Não se demore em conversas que insistem em dizer sobre saudades, mas não diminuem as distâncias físicas. ‌Não fique onde não haja RECIPROCIDADE. Isso não significa que deve alimentar raiva ou mágoa. Significa que é a hora de você ser maduro o suficiente para se retirar, pois ali não há mais espaço para você. Porém, existem outros espaços incríveis aguardando a sua chegada. Se você está achando injusto que não recebe de alguém o mesmo afeto que dá, é porque já passou da hora de seguir em frente. Ninguém é obrigado. Nem você. Existe no mundo um bocado de gente precisando de carinho e atenção e com uma vontade imensa de retribuir. Preste atenção nessas pessoas, vá dividir com elas o seu melhor. Algumas amizades ficarão apenas na história, alguns amores serão apenas pontes para uma boa mudança em você. Aceite o que não depende só de você: vá embora! Priorize o seu bem-estar e conserve o seu coração aquecido. Depois, priorize aqueles que estão ao seu lado porque ali querem permanecer. Dê valor às pessoas que não deixam que o tempo justifique suas ausências.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

A beleza do amor

Como é saudável viver um amor sem medo, sem cobranças, sem jogos de desinteresse e sem insistência para o outro ficar. Como é bom ver o outro nos escolher todos os dias, mesmo a gente não merecendo, às vezes… como é bonito a serenidade de um amor tranquilo. Quando somos mais jovens, amamos sofrer. Amamos a angústia, a dor, os vai e vens da vida.  A verdade é que demoramos para perceber a beleza de um amor sadio, a beleza da tranquilidade, do abraço sincero e da paz. De um relacionamento sem brigas, sem discussões desnecessárias e que faz a gente ter a certeza de que o outro sempre estará lá por nós. Uma certeza boa daquelas que faz a gente sentir que ganhou na loteria. Demoramos muito para ver a beleza da transparência, da afinidade e de alguém que seja nosso porto seguro. Descarto assim os amores egoístas cheios de “eu” e pouco de “nós”. Amores rasos de pessoas vazias que tentam encher a si mesmo esvaziando ao outro. Isso dói, machuca. E a gente, por ingenuidade ou por falta de vivência, acaba aceitando doar, mesmo sem receber. Acaba aceitando se esvaziar e permanecer na “mornidão”de um amor raso, imaturo. É uma pena levar tanto tempo para assumir para nós mesmos que não aceitamos mais qualquer coisa. Qualquer abraço, qualquer beijo, qualquer afeto e qualquer relacionamento. É uma pena que tenhamos que nos ferir tanto, chegar ao nosso limite para contemplar e reconhecer a beleza de um amor maduro. Depois de muito tempo entendemos que viver chorando não é sinônimo de amar demais. Que insistir em ficar quando o outro quer partir é um ato contra o nosso amor-próprio. É uma pena ver que precisamos primeiro nos despedaçar para só então nos conhecermos de fato. Que precisamos aceitar tão pouco para ver que aquilo não nos bastava. Depois de se achar problema, de tentar fazer dar certo inúmeras vezes, de insistir, de implorar para que o outro fique, a gente cansa. Desmorona. Mas se recompõe. E é aí que entendemos a beleza da parceria, da cumplicidade e do amor. Aquele amor bonito que a gente não sofre por amar. Aquele amor vivido e sentido a dois. Ah, como é bom transbordar. Como é saudável viver um amor sem medo, sem cobranças, sem jogos de desinteresse e sem insistência para o outro ficar. Como é bom ver o outro nos escolher todos os dias mesmo a gente não merecendo, às vezes… como é bonito a serenidade de um amor tranquilo. Levamos muito tempo para distinguir amor de apego. Amor de comodismo. Levamos tempo para reconhecer que rotina não é relacionamento e que estar junto não é necessariamente se relacionar. Depois de um tempo entendemos a beleza dos filmes, das séries e dos jantares a dois. Entendemos que cumplicidade vai além de estar ao lado fisicamente e que, mesmo depois de tanto tempo, o amor só aumenta e jamais diminui e que não existe essa de “não ser mais novidade.” Demoramos. Mas aprendemos e é essa a beleza da vida: reconhecer e recomeçar.